quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Rua do Cemitério e a casa de D. Maria

Rua do Cemitério

                          

Um pouco da história de Vila do Conde- Ba


Era uma vez, o município de Conde que era habitado pelos bravos guerreiros tupinambás.
Um dia, quando ali governava Mem de Sá, os padres jesuítas, chegaram com a missão de catequizar os bravos que ali viviam. Os padres jesuítas começaram então, a ministrar os mandamentos do princípio cristão pacificando bravos índios tupinambás.
As vastas terras onde os jesuítas e os bravos índios se encontravam só foram adquiridas pelos Jesuítas, no ano de 1621, por meio de arrendamento perpétuo e por consentimento de Garcia d’Ávila, que precisamente no ano de 1650 as doou em testamento.
Quando isso aconteceu os valentes índios de tribos vizinhas, foram ali morar, vivendo sob a orientação dos padres.
Os colonos portugueses seduzidos pela fecundidade dessas terras resolveram se estabelecer na região dedicando-se às culturas da cana-de-açúcar e do fumo e à criação de gado. Diversos engenhos de açúcar foram então erguidos.
Com o crescimento do processo de povoamento e exploração desse território a pequena aldeia dos índios tupinambás, mais tarde, foi transformada em um povoado, que se chamou Itapicuru de Baixo.
Foi no ano de 1702, que o povoado foi elevado à freguesia recebendo então o nome de Nossa Senhora do Monte de Itapicuru da Praia.
E finalmente em 1806, a pedido do povo ela foi elevada à categoria de vila, recebendo o nome de Vila do Conde, e por ordem do Conde dos Arcos assim aconteceu, e para homenagear o conde lhe chamaram de Vila do Conde.


Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XX ano 1958.
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/bahia/conde.pdf

Recorte de um momento muito feliz na rua do ...cemitério












O artezanato


O artesanato do conde é diversificado, encontram-se miniatura de baiana feitas de bonecas e ornamentadas com conchas do mar ou a típica baiana com vestida com vestes de renda. Há também variedades em palha, a exemplo de chapéu de palha, esteira, cestos entre outros. Explora-se também a utilização da casca do coco para produção de vasos de plantas.

Culinária típica da Região

A região têm uma culinária diversificada, a exemplo de pé de moleque, beiju, peixada, moqueca de peixe na palha de banana, bobó de camarão, biscoitos de goma, sequilhos caseiros, doces caseiros de banana, acerola, caju e goiaba, cocada, entre outros.

A Santa do Alto do Cruzeiro


Do alto da Vila do Conde, bairro mais antigo da região observa-se uma vista panorâmica.
E no ponto mais alto encontra-se o Alto do Cruzeiro, dizem os moradores mais antigos, que a Igreja Nossa Senhora do Monte recebeu uma imagem de Nossa Senhora, que foi posta no altar da Igreja. No dia seguinte verificou-se que a imagem não estava mais lá, e diante de tanta procura foi localizada em um monte em cima da copa de uma àrvore, próximo à igreja. Levou-se a Santa de volta para a igreja e novamente ela apareceu no mesmo lugar.
Diante dos acontecimentos, fez-se uma Capela para a Santa, lá no intitulado Alto do Cruzeiro.
O alto do Cruzeiro recebe visitas diariamente de moradores da localidade e principalmente na alta temporada.
Contam que próximo à raiz da àrvore, há um bojo que contém uma água milagrosa, e que permanece cheia durante todo o ano, ela nunca seca, as pessoas com enfermidades recorrem a ela para obter cura.
Diversos são os pedidos que são feitos e atendidos pela Santa, em agradecimento os fiéis levam próteses, acendem velas e fazem muitas orações.